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Embora seja, atualmente, a maior empresa petrolífera do planeta, a nossa Petrobrás segue a sangrar, por obra e engenho de "predadores internos" e poderosos inimigos externos, para lembrar as palavras da presidente Dilma no seu discurso de posse no Congresso Nacional.

 

E lastimavelmente o Brasil também sangra com a Petrobrás, na medida em que o mercado de capitais representado, sobretudo, pela Bovespa, tem experimentado enormes perdas que projetam graves dificuldades econômicas neste ano de 2015. No fundo dessa questão estão as ações delitivas e impatrióticas daqueles que, enquanto ocupantes de postos de comando na estrutura da empresa, desbragadamente praticaram, em proveito próprio ou de outrem, atos de corrupção com o desvio recursos financeiros vultosos.

Ressalte-se, contudo, que o tal "Petrolão" é mais um da espiral de escândalos que remonta os primórdios da colonização europeia nestas terras de Pindorama, ou seja, corrupção, corruptos e corruptores de vários calibres chegaram com as caravelas lusitanas e cá nesta exuberância tropical encontraram o caldo de cultura ideal para perpetuação de suas infames espécies.

Assim, enquanto "a brisa do Brasil beija e balança" uma elite perversa, patética e não menos pervertida, apenas para ficar nos "pês", vai corroendo as forças da nação ao longo de cinco séculos de sandices e violações ao patrimônio público, aviltando a memória histórica e para condenar definitivamente as seguidas gerações de brasileiros à miséria de ignorância e do subdesenvolvimento.Determinadas práticas lesivas ao patrimônio público , todavia, começam a merecer repúdio da população brasileira, nos seus diversos níveis. O braço da lei deve pesar sobre as cabeças daqueles que ousarem violar o pacto republicano que é a pedra angular do Estado brasileiro. Sem concessões nem vacilos.

Lembre-se, a propósito, que até bem pouco tempo havia líderes políticos, inclusive que chegaram a governar Estados poderosos do Sudeste brasileiro, cujas consignas políticas nada mais eram que variações da parêmia que por muitos tempo caracterizou o ex-governador paulista Ademar de Barros: "rouba, mas, faz!" Neste quarto de século de vigência da Constituição de 1988 muita coisa mudou. Algumas instituições de sólida radicação republicana nasceram do esforço constituinte de dotar este país de mecanismos que fizessem valer um conjunto de preceitos fundamentais que imantam a convivência dos povos civilizados. Aqui não poderia ser diferente: um Ministério Público com acendrado grau de autonomia e independência funcional, uma Polícia Federal cada vez mais eficiente e autônoma e um Poder Judiciário que, a despeito de alguns desvios, se mostra engajado, também, na urgente tarefa da superação dos gargalos que têm atravancado a marcha desta nação rumo à contemporaneidade do mundo.

Neste contexto, mais do que no passado até recente, muitos casos de corrupção não mais são varridos para debaixo dos tapetes e merecem ampla divulgação, com informações que são apropriadas instantaneamente por um enorme número de pessoas, na velocidade estonteante das redes sociais. E não pode ser esquecido o papel que jogam diversas outras instituições da sociedade civil, como os meios de comunicação e informação, as entidades representativas de classes, as universidades etc.

Recentemente, mais um dos executivos da Petrobrás foi para o xilindró: o ex-diretor da área internacional da empresa e responsável direto pela desastrosa compra da refinaria de petróleo de Pasadena, nos Estados Unidos da América, Nestor Ceveró, aquele fulano que parece um camaleão, com aqueles olhos estrambelhados como se conseguisse olhar para duplo objetivo ao mesmo tempo, coisa bem camaleônica.

Aliás, diante dessa semelhança, um amigo arguto observou: "para o tal do Ceveró, é um olho no dinheiro da Petrobrás e o outro na PF". O ex-executivo foi preso por uma coisa burra e prosaica que fez: mesmo com todos os holofotes sobre si, ele tentou transferir bens pessoais para filhos. Bem assim, com a boca da botija. Espertalhão. Foi em cana esse camaleão da Petrobrás. Coisas assim devem continuar a acontecer, até que um dia aqueles que administram patrimônios da coletividade introjetem aquelas condutas que, noutras sociedades, se caracterizam pelo repúdio à corrupção em todas as suas formas. A partir daí muitas outras coisas boas acontecem.

* Paulo Linhares é Doutor em Direito Constitucional, Advogado Militante. Articulista do site/portal www.novoeleitoral.com.

Este artigo é de responsabilidade exclusiva de seu autor, não representando, necessariamente, a opinião dos editores do site/portal www.novoeleitoral.com

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