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Com a presença do pernambucano Luiz Inácio Lula da Silva na presidência da República, por 8 anos, a economia do Estado de Pernambuco passou a exibir indicadores que fazem inveja aos chineses, sobretudo, a partir do complexo portuário-industrial do Suape.

Na mesma trilha vem seguindo o Ceará, na era Dilma, em razão dos esforços concatenados de suas lideranças políticas, à frente os irmãos Ciro e Cid Ferreira Gomes, para acelerar o desenvolvimento econômico desse Estado, a exemplo do importante complexo portuário do Pecém. Interessante é notar que os vistosos indicadores econômicos, que esses dois Estados nordestino já exibem com certa ponta de orgulho talvez fossem menos exuberantes sem o precioso gás natural produzido no Rio Grande do Norte, cuja “exportação” interestadual nenhuma vantagem econômica lhe traz.

As perdas que o Rio Grande do Norte vem acumulado durante décadas para esses Estados vizinhos, em especial o de Pernambuco, inclusive parte do seu território ultramarino (pelo princípio do Uti Possidetis) – o Arquipélago de Fernando de Noronha - tem comprometido seriamente o seu desenvolvimento econômico sustentável, impondo à região um desequilíbrio indesejável, inclusive, para fazer daquele objetivo fundamental da República Federativa do Brasil enunciado no inciso III, artigo 3º, da Constituição Federal, de reduzir as desigualdades regionais, letra morta. Aliás, não é uma coisa inteligente o estímulo ao crescimento econômico apenas para Ceará e Pernambuco, em detrimento dos seus vizinhos; o desenvolvimento econômico, em bases harmônicas e de equilíbrio, de todos os Estados nordestinos, daria resultados melhores, maiores e mais duradouros.

Neste momento está em andamento mais uma renhida disputa econômica a envolver Estados nordestinos: a instalação do centro de conexões de voos (chamado de hub) da companhia aérea LATAM. Nenhum Estado da federação brasileira oferece no Rio Grande do Norte, cujo Aeroporto Internacional Aluízio Alves, situado em São, Gonçalo do Amarante, o coloca muitas quadras à frente nessa disputa, a começar pela privilegiada posição geográfica: Natal é o ponto mais próximo da África e da Europa, razão pela qual já foi importante “hub” na 2ª Guerra Mundial, quando Parnamirim Field se tornou a principal base militar norte-americana fora dos Estados Unidos da América, decisivo para a, vitória dos países aliados contra os do eixo nazifascista.

Na posição RN, tem muito peso a existência de um moderníssimo aeroporto internacional projetado para ser um “hub” e que não é compartilhado entre aviação civil e militar, como ocorre com muitos aeroportos, o que acarreta muitos transtornos e limitações para a primeira em face da prioridade das questões militares. Outro fator importante em prol do RN é a produção de combustível (querosene) para grandes aeronaves, na planta da Petrobrás em Guamaré, ademais do incentivo fiscal a ser dado pelo Governo estadual na forma de isenção.

Contra a pretensão do Rio Grande do Norte pesa, em primeiro lugar, a sua fragilidade política se comparado aos gigantes regionais Pernambuco e Ceará. Do ponto de vista técnico-operacional está em seu desfavor, também, a morosidade das obras de acesso ao Aeroporto Aluízio Alves, porém, conforme projeção do próprio do RN, os acessos sul e norte estarão inteiramente concluídos em dezembro de 2016. Verdade é que a não conclusão dos acessos, posto que importantes, não se mostram como impeditiva das operações do “hub” da LATAM, porquanto estas se concentrarão no interior do próprio terminal, com a movimentação de passageiros e de cargas, além do armazenamento de mercadorias, manutenção e abastecimento de aeronaves. Afinal, a conclusão desses acessos servirá, sim, ao propósito de integração da estrutura aeroportuária chantada em São Gonçalo do Amarante ao Porto de Natal e zonas de produção, inclusive, prevê-se a implantação, também, de outro excelente modal de transporte que é o VLT (Veículo Leve sobre Trilhos) que ligará Natal ao Aeroporto, cujo custo está orçado em R$ 249,8 milhões.

A implantação do “hub” da LATAM proporcionará cerca de 10 mil empregos diretos e recolocará o Aeroporto Aluízio Alves no rumo do seu projeto inicial que era exatamente o de ser um dos grandes “hubs” das Américas, aliás, saudado por nós como a maior obra estruturante do RN, desde a construção daquela pequena fortaleza em forma de estrela na foz do Potengi. Depois de tantas perdas lamentáveis e vitais para o seu desenvolvimento e felicidade de seu povo, o RN não pode perder mais essa do “hub” da LATAM.

Assim, todos à luta, pela terra de Poti!

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* Paulo Linhares é Doutor em Direito Constitucional, Advogado Militante. Articulista do site/portal www.novoeleitoral.com.

Este artigo é de responsabilidade exclusiva de seu autor, não representando, necessariamente, a opinião dos editores do site/portal www.novoeleitoral.com

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