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Não falarei nesse pequeno texto dos vários casos de corrupção que atualmente correm na Polícia Federal, Ministério Público Federal e Justiça Federal, isso para ficar só no âmbito federal, já que também temos várias investigações e processos que correm na Justiça Estadual, até mesmo porque não tenho ciência exata de todos os elementos e, por conseguinte, poderia cometer equívocos graves, não sendo essa a nossa intenção, pelo contrário, quero trazer a nossa experiência de mais de 20 anos trabalhando na Justiça e até mesmo já ter sido atingido pessoalmente para patente desqualificação de nosso trabalho, que poderia ter sido combatido pelos seus fundamentos e quando o foi, não foram suficientes para deslegitimá-los.

E mesmo sendo da Justiça, agora como Juiz de Direito há quase vinte anos e tendo sido Ex-Juiz Eleitoral, mais precisamente desde o ano 2000 até 2014 participando de todas as eleições, considero-me com experiência suficiente para contribuir com a discussão e polarização atual dos que se consideram contra e a favor das operações, em especial a Lava Jato, e nessa linha ousar dizer que não concordo com nenhuma das estratégias que fogem do escopo maior de uma defesa séria e consistente, qual seja, impugnar os fatos em específicos e as teses jurídicas trazidas, deixando de lado a autoridade que conduz a investigação, acusação e julgamento.

E digo isso porque as pessoas acusadas, no sentido amplo do termo, não devem se defender, deslegitimando, em abstrato, os ocupantes dos cargos públicos que têm o dever funcional de propor a responsabilização de quem comete ilícitos, até mesmo porque essa linha de defesa, parte de uma presunção de má-fé que não pode ser aceita “a priori” e sim deve ser comprovada caso a caso, rebatendo, desde já, os excessos dos dois lados, o que desqualifica a acusação e julgadores por si sós e aqueles que descumprem o devido processo legal, legitimando qualquer meio para se atingir o fim, mesmo que este seja o combate à corrupção.

Entramos nesse outro lado em um tenso debate, não podemos, por exemplo, prender para investigar e a esse tema retornarei em outro momento!

E na linha abordada em destaque no texto, podemos tomar, como exemplo, e não necessariamente ser relevante o que pensamos subjetivamente sobre o acerto ou desacerto da solução trazida pelo STF, o caso da alegação de suspeição de Rodrigo Janot, que segundo a Corte não se comprovou nada do que se alegou e sinceramente a regra geral é essa mesmo, justamente porque a forma de se defender nesse caso é usada como uma manobra que consideramos equivocada, desviando-se dos fatos e argumentos de cada feito e concentrando-se na pessoa.

E vamos mais além, as vezes temos acusações contra a pessoa que exerce o cargo público, que por si só, não retiram a ilicitude dos atos que deveriam ser contrapostos, logo tal particularidade comprova o desacerto de tática.        

E continuando, também vislumbramos essa mesma linha de atuação do ex- Presidente Lula em relação à Moro e que se intensificou nessa semana claramente, quando o referido acusado força de modo escancarado a alegação de suspeição da autoridade judiciária, publicizando que a mesma já o tem como culpado, ousando fazer perguntas ao Juiz. Com todo respeito, quem já se viu tamanha inversão de valores!

E anotem aí com a saída de Janot e se por acaso o Presidente Temer não conseguir barrar a autorização da Câmara, coisa que pessoalmente acho difícil, pela velha tática de cooptação e fisiologismo que conhecemos e que deve dar certo de novo, sangrando ainda mais as nossas contas, a próxima vítima desse achincalhamento propositado será o ministro Fachin e todos os que demais seguirem, e adianto que os três Ministros que já se posicionaram pela validade em tese das provas da delação serão os primeiros. https://fontejur.com.br/revisao-de-delacao-e-possivel/

Desta forma, não entendo plausível e na realidade acho totalmente irracional essa tática não republicana de se atingir as pessoas e não os argumentos e fundamentos das peças processuais que tão somente buscam a devida responsabilização de homens públicos antes acostumados a não sentirem os efeitos das leis e que agora se sentindo intimidados pela primeira vez, passam de forma desesperada a promover esses ataques sem nenhum sentido.

E como tudo que estamos vivendo nesse momento é inusitado, o povo passa a não mais aceitar todo tipo de desculpa, percebendo, a manobra, que ataca pessoas e instituições que justamente estão promovendo de frente o combate à corrupção, desmascarando esses mentirosos mal acostumados com a impunidade. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/993-a-discussao-so-deve-ser-valida-com-os-dados-corretos-e-sem-interesses-obscuros  

Enfim, o povo não é mais bobo e como se diz “tá sacando tudo”.