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Semana passada o Senado Federal esteve no centro dos noticiários políticos do País, haja vista o fato de, no dia primeiro de fevereiro, os novos congressistas eleitos no pleito eleitoral do ano passado terem tomado posse. Com uma renovação recorde e um resultado eleitoral que revela uma mudança de tendência ideológica no Brasil, muitos cidadãos direcionaram suas atenções ao que estava se passando na Câmara Alta da República.

Sem dúvida nenhuma, o Senado já passou por momentos terríveis ao longo de sua história. Até certo ponto, é razoável que uma Casa Legislativa tenha seus momentos de tensão, posto que é ambiente adequado para discussão de ideias e de exposição de pensamentos contraditórios; discutir política não é fácil, pelo contrário, sendo um tema que deve ser comum a todos, é complexo por excelência.

Os noticiários não pouparam críticas, falou-se em “show de horrores”. Teve briga, agressões verbais entre senadores, “furto” de documentos, adiamento de sessão, decisão judicial interferindo na eleição da Mesa Diretora, repetição de votação por desconfiança de fraude e até uma “mijadinha” vazada nos microfones da Casa. Entretanto, ao lado de todos esses lamentáveis fatos, o que se viu por trás de toda essa aparente desordem fala realmente em desfavor do Senado Federal?

Ao analisar a situação com calma, é possível perceber diversos detalhes que dão conta que o Senado não está pior… Ao contrário, está com mais cara de povo. Elegância foi deixada de lado em nome de algo maior e mais importante para a população: a funcionalidade do Parlamento, dai a indagação de nosso texto.

Muitos senadores de “primeira viagem” ditaram o ritmo da Casa nas sessões preparatórias para a eleição do presidente. E foi justamente a falta de “prática”, a ausência do traquejo político típico demonstrado, por alguns, o que é natural, que deu espaço para a “desordem” observada, a qual deu espaço para o progresso alcançado, o que também é compreensível.

Entretanto, como tudo na vida, temos limite e o equilíbrio de nossas ações e palavras deve sempre prevalecer.

Esse novo Senado Federal, mais despojado, menos rebuscado e mais despreocupado com as regras de etiqueta impostas pelos velhos caciques políticos está nitidamente em busca da independência abalada em virtude da direção tomada nos últimos anos. A decisão judicial determinou voto secreto; os senadores, em sua maioria comprometidos com os anseios do povo, obedeceram à decisão de maneira formal, mas não se esqueceram dos mandantes que lhe outorgaram o mandato e, apesar de pressões de todas as espécies, abriram seus votos para comprovar que suas palavras estavam de acordo com seus atos.

Com isso, o espírito do conchavo, dos acordões e do consenso, foi espantado do recinto da mais importante casa legislativa do Brasil. A renovação deu seu primeiro fruto. Ver políticos brasileiros falando francamente sobre a necessidade de atender aos anseios populares, de fazer o melhor para o País, defendendo redução de despesas, extinção de privilégios, enxugamento da máquina pública, rechaçando verdadeiramente a colocação do benefício pessoal em primeiro plano, era o que se esperava do Senado, logo por mais que tenha havido excesso em muitos atos no início dessa nova legislatura, o que levou a alguns Senadores pedirem desculpas a população, o saldo, nesse momento, é positivo.

O povo brasileiro está aguardando que as mudanças faladas nos microfones do Senado nas primeiras sessões do ano de 2019 sejam sentidas na aprovação dos projetos necessários para a melhoria de vida da população. É preciso resgatar os valores e as tradições nacionais, respeitar a vida, promover a igualdade verdadeira entre todos os brasileiros, acabar com o ódio, com as polarizações fabricadas por ideias que somente tem chance de serem implementadas no terreno da desunião, da separação e da desavença do nosso povo…. Logo nós, brasileiros, pacatos e solidários por natureza.

A preocupação nacional hoje não é – e nem deve ser – a pompa que se espera de Senador da República. O que está tirando o sono do brasileiro é se o que os senadores dizem fazer pode ser considerado feito; o que se quer é o resgate da confiança na classe política do Brasil. E, sobre isso, o que vimos na sexta-feira e no sábado, foi um flerte importante com o cenário que se espera para o futuro. O Brasil tem jeito e, enfim, eis que surge uma luz forte no horizonte, oferecendo-se para guiar esta Nação para um local condizente com suas riquezas e belezas naturais e a simpatia e o valor de seu povo.

Concluindo, pensamos que, bem ou mal, o povo brasileiro mostrou sua nova cara no Senado e mesmo sendo a casa da federação, foi o povo que os colocou lá, a maioria esmagadora com uma votação expressiva e histórica, logo temos de acreditar na mudança e através desta fazer as realizações que o povo aspira.

Enfim, nós não podemos perder a esperança de que as coisas no Brasil mudem de fato e não mais no papel, logo temos de crer nesse novo Senado, na Câmara, ou seja, nos novos políticos em busca de uma nova realidade.

 

José Herval Sampaio Júnior

Presidente da Amarn ( Associação dos Magistrados do Estado do Rio Grande do Norte) e Professor da UERN ( Universidade do Estado do Rio Grande do Norte)

Luiz Candido Villaça

Diretor da AMARN ( Associação dos Magistrados do Estado do Rio Grande do Norte)

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