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Ninguém aguenta mais tanta "Cara de Pau"

Já disse várias vezes que a minha profissão de Juiz não retira a minha qualidade de cidadão e como tenho limites para o total exercício de minha cidadania, justamente pelo exercício do cargo, não abro mão por completo, logo nesse momento delicado em que vivemos, através desse texto, exerço-a, clamando ao povo que saiam de suas passividades e se dirijam, de modo pacífico, as ruas, dando um não sonoro a essa marmota deslavada de alguns políticos, que sinceramente não têm a menor cerimônia e “tiram onda” com a nossa cara, propondo algo tão absurdo como essa anistia geral ao Caixa 2.

A expressão Anistia ao Caixa 2 deve ser compreendida como uma tentativa antirrepublicana de alguns picaretas quererem se livrar de suas responsabilidades pelas ações e omissões que fizeram e levaram o Brasil a essa situação de insanidade econômica, política e social, pois como noticiado e denunciado na semana, não se pode ter como plausível uma medida tão insensata como essa e que vai na contramão do que o povo atualmente deseja: ver os bandidos/assassinos desse país, todos na cadeia e finalmente fazermos da impunidade, coisa de um passado que deve ser esquecido e que só sirva de exemplo negativo a ser sempre combatido.

Explicitamos isso porque se realmente fosse somente a criminalização do chamado “Caixa 2”, na qual hoje não há previsão criminal específica nesse sentido, seria algo normal e constitucional, pois a pessoa não pode ser responsabilizada por um crime se a época dos fatos não havia previsão típica nesse sentido, contudo não é isso que estamos vendo, já que mesmo não sendo ainda crime a conduta de Caixa 2, a mesma está associada a diversos outros crimes e por conseguinte, não se pode querer vedar a investigação amiúde de todos esses fatos, punindo os transgressores por suas ações e omissões, respeitando sempre o devido processo legal.

Nesse sentido e sem a menor “Cara de Pau”, a Câmara dos Deputados está analisando um pacote de medidas anticorrupção proposto pelo Ministério Público Federal e entre os itens está a tipificação do crime de caixa 2. Ocorre que há uma articulação entre os deputados federais para incluir uma emenda ao texto aprovando uma anistia geral e despropositada para todas as transações desse tipo praticadas até a criação dessa nova lei. O objetivo é livrar da condenação políticos denunciados em crimes dessa natureza.

Falamos “Cara de Pau” porque se aproveita de um conjunto de medidas contra a corrupção para serem inocentados. Parece brincadeira, mas não é, o que vimos na tentativa dessa proposta é realmente a crença de que o Brasil nunca vencerá a impunidade e que muitos políticos não acreditam que o povo brasileiro tenha verdadeiramente força de se opor as tramoias de alguns políticos. Pois saibam, que nós temos sim e vamos as ruas mostrar mais uma vez, que aceitação, por tanta roubalheira, é coisa do passado!

Vale ressaltar, mais uma vez, que a edição de uma lei mais severa ou que torne crime um determinado ato, só gerará efeitos ex nunc, ou seja, apenas irá incidir em fatos futuros. A problemática da questão, no entanto, é a intenção de se aprovar um texto que preveja que a nova lei perdoe crimes anteriores a ela, revogando a aplicação da legislação atual. Isso porque o ordenamento jurídico brasileiro permite que lei mais benéfica retroaja em benefício do réu.

Assim, a penalidade prevista no Código Eleitoral em seu artigo 350 (que estabelece de um a cinco anos de prisão para quem omitir documentos da prestação de contas) poderia deixar de ser aplicada, se a criminalização do caixa 2 trouxesse pena mais branda. Caso contrário, a legislação eleitoral atual segue vigorando para crimes passados e a nova tipificação penal será aplicada apenas para os casos futuros.

Diversas autoridades e entidades já se manifestaram sobre o tema, como o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral – MCCE, a Transparência Nacional, o Juiz Federal Sergio Moro, o respeitado jurista e professor Luiz Flávio Gomes e o Procurador-Geral da República Rodrigo Janot, tendo nosso site trazido tais manifestações. http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/noticias/sociedade/1810-mcce-anistia-nao , http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/noticias/sociedade/1813-transparencia-internacional , http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/noticias/sociedade/1811-juristas-se-posicionam , http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/noticias/sociedade/1807-anistia-a-caixa-2 , https://www.youtube.com/watch?v=ppqLcUXdApc , http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/noticias/sociedade/1808-janot .

A Transparência Nacional, organização que luta contra a corrupção no mundo e que está presente em mais de 100 países, declarou em nota que “condena essa iniciativa que visa conceder aos políticos corruptos uma anistia e pede ao Congresso que aprove o pacote anticorrupção sem qualquer alteração neste sentido”. Moro, por sua vez, também por meio de uma nota declarou que “toda anistia é questionável, pois estimula o desprezo à lei e gera desconfiança”.

O Movimento Vem Pra Rua, em ato de repúdio, convoca a população para se unir e protestar no dia 04 de dezembro contra a aprovação da anistia para quem praticou caixa 2. Confira o comunicado do movimento chamando a população a se manifestar:

Você é brasileiro? Brasileiro mesmo?
Então domingo, dia 4 de dezembro, você tem que ir pra rua pra protestar contra os corruptos.
PMDB, PSDB, PT, DEM, PQP e todos outros partidos querem aprovar uma anistia para os crimes que cometeram.
Serão os bandidos se absolvendo. Será o fim da Lava Jato!
Não importa se você é de direita, de esquerda ou de centro. Não haverá mais Brasil se aprovarem esta porcaria.
Então pare tudo o que você está fazendo e repasse esta mensagem para todos os seus amigos. URGENTE!
Precisamos lotar as ruas.
Confirme sua presença e convide pelo Facebook também
:
https://www.facebook.com/events/1518432981506123/
VEM PRA RUA!”

E o mais importante de tudo isso, além de sua presença nas ruas, é que você identifique em seu Estado qual parlamentar está aderindo a essa ideia absurda, pois com certeza, este político deve estar agindo com interesse próprio, pois quem age certo e não tem o que temer, com certeza, não apoiará uma medida tão desarazoável como essa e que rapidamente mobilizou nosso povo, que não mais aguenta calado os desatinos de outrora.

O nosso site nasceu com o intuito de combater a corrupção eleitoral, que como se sabe é a origem de todas as demais, na maioria dos casos, logo não poderia deixar de se manifestar expressamente nesse momento intricado de nossa democracia, esclarecendo a todos essa maracutaia e continuaremos na semana trazendo todos os detalhes, na esperança de que esses “Caras de Pau” recuem e se toquem que o nosso povo não é mais besta e quer sempre que após o cometimento de possíveis fatos ilícitos, a partir da obediência fiel ao devido processo legal, os criminosos, todos, sem exceção, sejam punidos e que a cadeia, antes lugar que só aparecia pessoas pobres e que cometeram crimes individuais, seja o palco também dos maiores criminosos desse país, os poderosos economicamente e até mesmo políticos, que nos enganam na eleição e no mandato querem ainda tirar mais proveito, ou seja, de uma forma geral, todas as autoridades de todos os Poderes, que ao invés de nos ajudarem, cometem crimes e sempre acham que podem se safar.

Não, o Brasil de outrora não existe mais, hoje temos um Brasil que já acordou do sono profundo e que irá para as ruas dizer não a mais uma tentativa espúria e que será lembrada para sempre como “Cara de Pau” dos criminosos, pois o avanço dos últimos anos no combate à corrupção não pode cessar, pelo contrário, o que esperamos é mais avanço, sem que tal se constitua como agressão as garantias constitucionais processuais, pois como estudioso do Direito, podemos assegurar que é possível sim, ser rígido no cumprimento da lei e ao mesmo tempo com equilíbrio, se assegurar o devido processo legal, de modo que a marca da democracia constitucional seja a baliza de nossas ações.

Vamos todos exercer a verdadeira cidadania e mostrar aos nossos políticos, que tudo na vida tem limites e que a representação que nós demos a eles, não lhes autorizam a rasgar a nossa Carta Magna, pois esta não compactua com nenhum tipo de bandidagem, logo tendo havido condutas ilícitas, estas têm que ser responsabilizadas e as que estão sendo apuradas nesse momento, em tese, são sim previstas em outros tipos penais e estes não podem simplesmente sumirem, como querem alguns políticos descomprometidos com a nossa república, mas não vão conseguir, pois as ruas mostrarão as suas Excelências que o Brasil mudou e não compactua com nenhum tipo de impunidade.

Das ruas para o Congresso Nacional, de modo que o poder do povo seja efetivamente soberano, pois a representação é tão somente uma forma mais operacional de exercício do poder, mas este é do povo e sempre será pelo mesmo exercido diretamente, desmascarando os políticos que usam do poder para cometer ilícitos e ainda querem se safar de forma ousada, dando um tapa em nossa cara, mas este tapa será devolvido em forma de exercício de cidadania nas ruas de todo o Brasil.

Mobilize-se na sua cidade, compartilhe essa ideia, repasse essas informações aos familiares e amigos e vamos juntos conscientizar a população e pressionar nossos parlamentares a aprovarem o pacote “10 medidas contra a corrupção” sem essa alteração prevendo a anistia geral, medida que indica aceitação a impunidade na política brasileira e na qual poderá se constituir como um grande retrocesso ao avanço atual que tivemos nesses últimos dois anos, colocando gente poderosa, atrás das grades, e dando esperança ao nosso povo, de que a lei vale para todos.

Todos as ruas mostrar que o Brasil do presente é o Brasil que as futuras gerações querem e que aquele do passado morreu, já foi enterrado e que a ressuscitação dos “ Caras de Pau” só existe na mente criminosa deles, pois o nosso desenvolvimento como nação passa pelo incessante combate à todo tipo de corrupção.

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Por Herval Sampaio e Joyce Morais

Nestas eleições municipais, não raras às vezes, presenciamos candidatos argumentando que “roubavam sim, mas faziam algo por sua cidade”, ou pior, que “roubavam, mas não pediam propina”. Parecer brincadeira isso, mas infelizmente não é, pelo contrário, acontece com muita frequência e alguns ainda têm a “cara de pau” de falar claramente, sem a menor cerimônia.

O bordão “rouba, mas faz” surgiu na política brasileira na década de 50 quando os cabos eleitorais do político Adhemar de Barros tentavam defendê-lo dos adversários que o acusavam de ser ladrão. Até hoje essa frase é repetida por milhares de pessoas para justificar o voto em candidatos fichas-suja, corruptos, desonestos ou descomprometidos com a res publica.

Este ano, o “Índice de Percepção da Corrupção” mediu os níveis de corrupção no setor público em 168 países. No ranking, o Brasil ocupa o 76º lugar, colocação pior que na edição anterior, talvez por conta dos casos recentes envolvendo a Petrobrás. Em meio a tantos escândalos de corrupção, “Mensalão”, “Petrolão”, “ “Lava Jato”, delações premiadas, condenações, instabilidade entre os poderes e pedidos de impeachment, instalou-se uma grave crise política no país.

Mas muita gente pergunta: o que a crise de governabilidade tem a ver com a corrupção? E nós respondemos: tudo! Nas democracias, a estabilidade no país se constrói com respeito entre os poderes e entre governantes e governados. O cidadão, precisa ter confiança nas ações de seus representantes. Quando o eleitor acredita que não há candidatos honestos, capazes de realizarem uma gestão proba e vota naquele que acha que “vai roubar menos”, ele está fortalecendo a corrupção e agravando a crise institucional que vivenciamos hoje.

Não podemos mais aceitar que um político ou qualquer autoridade cometa crimes e por estes não sejam punidos, mesmo que se tenha resultados concretos com sua ação ou omissão, pois um crime merece a imediata reprimenda social e quando esta não vem, temos a impunidade como mote para cometimentos de outros num círculo vicioso e pernicioso, em que a própria população inverte os valores.

Ruy Barbosa afirmou certa vez que "De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto.” Embora respeite esses versos e tê-los infelizmente como reais, não podemos nunca desanimar, nem ter vergonha da honestidade e a nossa luta é justamente para mudar a realidade neles descrita.

Devemos, sempre, combater todas as formas de corrupção e aqueles que lançam mão da coisa pública em interesse próprio devem sempre ser punidos, independentemente do resultado. Através das nossas ações, devemos exigir dos nossos representantes transparência, comprometimento, respeito, integridade e retidão, que se encontram presentes nos princípios de todo administrador público e quando se violam tais caracteres, a aceitação nunca pode prevalecer.

Essa aceitação, mesmo que tácita, é algo que precisa ser combatida e a realidade que precisamos mudar depende de uma postura de indignação com qualquer ato criminoso, pois só assim teremos a esperança de que tudo que estamos vendo hoje seja no futuro um passado para ficar somente na história e nunca mais prevalecendo como hodiernamente, de modo que as futuras gerações possam se orgulhar do passo dado e concretizado em posturas objetivas de não se resignar com atos criminosos, pois estes são e sempre serão errados, não podendo ser convalidados nunca.

Agora o pior de tudo é que estamos em outra fase também, a que rouba e não faz mais!

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Por Herval Sampaio e Joyce Morais

O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, declarou recentemente que a corrupção no nosso país é "histórica, endêmica, sistemática e se arrasta ao longo das últimas décadas". O que então a história brasileira nos diz sobre a corrupção?

É bem verdade que o desejo de usufruir de benefícios, as facilidades proporcionadas pelo poder e o bem-estar em alcançar interesses próprios fazem com que o ser humano muitas vezes ultrapasse o limite da ética, da honestidade e da legalidade. E o pior, às vezes, esse ultrapassar do limite para se atingir aos objetivos não republicanos perdeu o bom senso que se tinha antes em relação a cerimônia dos atos ilícitos. Hodiernamente, se age como se fosse normal.

A possibilidade de ser corrompido em decorrência da satisfação de desejos pessoais existe para qualquer ser humano. Por isso, datar a origem da corrupção é atrelá-la à história do homem, uma vez que até mesmo os textos bíblicos fazem menção de sua ocorrência na Idade Antiga.

Alguns historiadores atribuem a origem da corrupção no Brasil à época da colonização pelos portugueses, que subornaram, escravizaram, mataram os povos nativos e contrabandearam os tesouros brasileiros. No período escravagista o comércio de escravos foi proibido, mas as autoridades e funcionários públicos faziam vistas grossas, afinal todos eles lucravam com o tráfico.

Com a instauração da República, outras formas de corrupção surgiram, como a eleitoral, através do voto de cabresto, existente até hoje de forma contemporizada. E falando nela, a corrupção eleitoral é apenas uma das formas através da qual se concretiza esse mal, mas é talvez a mais nefasta, já que a partir dela temos o círculo vicioso e pernicioso para se manter no poder.

Sem dúvida, ela foi intensificada nos últimos 20 anos pelos fenômenos do capitalismo e da globalização em que o ter sempre é mais valorizado que o ser, e o individualismo é estimulado em detrimento do bem da coletividade, como bem nos ensina Augusto Cury em seus livros. Ela se sustenta pelo clientelismo na figura das grandes empresas, pelo nepotismo e oligarquismo, principalmente pelo interior do país.

Nessa perspectiva histórica, percebemos que o Brasil foi colonizado, não para ser desenvolvido e povoado, mas apenas ser explorado e continua até hoje, mudando-se somente a forma. Ao passo que os Estados Unidos, por exemplo, foi colonizado por ingleses que fugidos das perseguições religiosas objetivavam transformar a região num lugar próspero para viver e comercializar.

Enquanto franceses executaram seu próprio rei, Luís XVI, na guilhotina em praça pública e demonstraram que nenhum governante está acima da Nação, os brasileiros são um povo sem grandes revoltas anotadas em sua história, um povo sem muito patriotismo, talvez porque um país tão jovem, grande e diversificado culturalmente não conseguiu ainda formar sua própria identidade a fim de que seu povo possa se nela reconhecer e defender.

A corrupção assim, não é um problema recente, mas se tornou cada vez mais prejudicial, por isso, pouco ou nada importa a sua origem. O essencial mesmo é lutar pelo seu fim! Essa batalha deve ser um compromisso de todo cidadão, pois quem rouba ou deixa roubar apenas contribui para perpetuá-la.

Hoje, nesse momento de instabilidade política no país, muitas dúvidas e uma certeza: a necessidade do combate à corrupção, aos desvios de recursos públicos, à sua má aplicação e à todas as formas de suborno. Como disse Marques de Maricá (1773-1848) “um povo corrompido não pode tolerar governo que não seja corruptor”, então está na hora de deixarmos de ser um povo explorado, oprimido, roubado, massacrado, ou seja, deixar de sermos espectadores para sermos autores da nossa história e começar a escrever um novo caminho para o nosso país.

            E esse caminho só depende da mudança individual de cada um de nós, pois o problema em nosso país é a chamada transferência de responsabilidade, em que sempre buscamos o outro para apontar aonde se encontra a culpa e esta sinceramente está desde a nossa origem em cada um de nós e quem não concorda com essa assertiva, sinceramente, mais uma vez continua a saga de achar que o problema não é seu.

            Realmente, o problema não é só seu, é nosso e, por conseguinte, nós é que temos de resolver, e nós significa todos, cada um, evidentemente, como se diz, no seu quadrado, e quando começarmos a resolver esse problema interno e nos parece que já demos um grande passo, as mudanças em todos os sentidos começarão a aparecer.

            Vamos todos juntos mudar a cara do nosso país quanto a esse mal que nos assola desde o começo, sem qualquer paixão partidária ou pessoal, pois a verdadeira paixão, ou melhor, amor deve ser à nossa pátria, que não aguenta mais chorar ao longo de todos esses anos, pois se fizermos uma breve análise de custo e benefício, estamos com déficit e este tem que ser extirpado para que as futuras gerações deixem de chorar como nós, sendo o sorriso a marca desse país, que com certeza tem jeito.

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E os que não se elegeram, comprovam a estrutura de poder pelo poder!

A eleição é a simbologia da consagração da democracia, daí dizermos que é uma festa, em que o povo exercita a sua soberania, materializando a sua vontade de dirigir os seus destinos. Na teoria é uma beleza, já na prática é uma tristeza, justamente porque a vontade real do povo é tolhida pelos abusos de poder em todas as espécies e o pior, muitas vezes, com a decisiva e consciente participação do próprio povo.

O presente texto, em dia tão especial, poderia, mais uma vez, enfocar a nossa incessante luta de conscientização do povo, externada nesse espaço em diversos outros textos nossos, em co-autoria, de colaboradores e em especial com meu parceiro de luta pela efetiva cidadania, Márcio Oliveira, mas resolvi fazer diferente ao pedir ao povo, de forma meritória, o que a necessidade impõe, não estamos precisando de políticos que renunciaram a política (arte de servir a coletividade), estamos precisando, urgentemente, de gestores.

E farei de duas formas: a primeira, mostrando que os políticos atuais, em sua grande maioria, simplesmente ou não sabem o que é uma verdadeira gestão, ou de má-fé e por interesses pessoais e não republicanos querem continuar com a politicagem, daí entraremos na segunda, comprovando a partir dos que não se elegeram no primeiro turno, o verdadeiro descaso com o povo, justamente porque a sua preocupação sempre foi outra.

Vamos à missão.

Hodiernamente, em qualquer atividade, precisamos nos organizar e planejar detalhadamente as nossas ações, de modo que possamos ter a eficácia do resultado concretizado, na maioria das vezes, e nossos políticos tradicionais não sabem o que é isso ou não querem fazer isso porque tem outros interesses.

Então, porque continuar acreditando em quem não tem o mínimo de planejamento para se atingir os resultados?

Essa pergunta tem de ser feita na hora do exercício do voto e falo isso como cidadão que se preocupa com sua Cidade, Estado e Nação, que precisa se reinventar pelo seu próprio povo e sem crença alguma em lideres ou heróis que já demonstraram terem, em sua grande maioria, objetivos distintos.

Não podemos mais tolerar a continuidade desses políticos tradicionais e profissionais que fazem da política o seu meio de vida e o povo que os coloca lá são o fator de menos importância, para não dizer claramente que são mercadorias compradas e descartadas logo após o sufrágio. Sei que a expressão é forte, mas não é isso que infelizmente vem acontecendo?

Somos descartados porque não nos valorizamos!

Chegou a hora de darmos o troco e escolhermos cidadãos bem intencionados e principalmente qualificados para o bom desempenho de uma gestão eficiente que possa nos tirar do buraco que nos encontramos, dentro de uma crise que mesmo sendo econômica, foi indiscutivelmente potencializada por essa politicagem barata que domina os desígnios de nosso país.

Temos muitos exemplos de lugares em nosso país que já fizeram a escolha certa e os resultados estão aparecendo, logo porque não mudar e apostar em um modelo que dará certo porque foi pensando antes, de modo estratégico e técnico, quase não havendo espaço para furos como se diz.

Os cargos ocupados após a eleição dos políticos tradicionais e profissionais têm uma destinação totalmente distinta dos escolhidos pelos gestores, que não buscam escolher pelo que fizeram quando da campanha e sim pela sua competência no desempenho da função, logo só essa nova diretriz nos traz a esperança de que o resultado finalmente apareça.

Sinceramente, só não vê essa distinção quem realmente não quer ver e tem também outros interesses na manutenção dessa politicagem.

É hora de abrirmos os olhos e participarmos efetivamente do governo de quem nós colocamos para dirigir os destinos de nossa cidade. Tudo começa nela, daí a importância que sempre tenho dado ao político mais importante e ao mesmo tempo mais desvalorizado, o vereador, que simplesmente abre mão de sua nobre função, muitas vezes, pelo mal maior de nossa politicagem, a estrutura do poder pelo poder. http://www.novoeleitoral.com/index.php/en/opiniao/herval/1258-vereador

E é sobre essa estrutura de poder pelo poder, maior mal de nossa política, que quero falar nessa segunda parte, que fecha a primeira e expõe a verdade, nos comprovando que somente gestores técnicos, devidamente qualificados e bem intencionados podem nos tirar da situação atual, indiscutivelmente potencializada pela crise econômica e política.

Olhe ao seu redor e veja o que os políticos não reeleitos no primeiro turno, prefeitos e vereadores têm feito nesses dias?

Eu não estou vendo nada e porque será?

Porque simplesmente perderam o “tesão”, na acepção da palavra, de exercerem o seu mandato, porque este tinha o objetivo de continuidade no poder e como não conseguiram e conquistaram o mandato atual, a maioria de forma ilícita, não tem qualquer compromisso com o povo, sequer se preocupam com o seu futuro político nesse exato momento.

E sabem quando vão se preocupar?

Quando tiver outra eleição, porque sabem que o povo tem memória curta e bastam novas ilicitudes para que tudo volte como antes no quartel de Abrantes!

É triste, porém é a mais pura verdade e somente a mudança radical proposta pode ser eficaz e no mais a esperança de que os eleitos, no modelo tradicional, se toquem que não podem mais continuar algo que simplesmente faliu e que em momentos de crises, a gestão eficiente e técnica, é a única saída.

O descaso desses políticos que não se elegeram no primeiro turno é algo que nos revolta como cidadão e expõe sem máscaras a estrutura do poder pelo poder. Qual interesse de sequer maquiar a sua administração e vereança se não vão continuar no poder?

Falta tudo nesse período, ainda mais com a desculpa da crise. Porque não começaram a mudar o seu modo de fazer política desde o começo da crise, por exemplo, e cortaram a gordura totalmente sem sentido e atrelada à estrutura que condenamos, extinguindo e não somente exonerando muitos cargos comissionados.

E nessa parte ousarei exemplificar nos três planos que tenho conhecimento e espero estar errado em minha intuição e que uma das autoridades citadas ou seus representantes possa desfazer essa minha fala.

Cadê, pelo menos, as exonerações que deveriam ter ocorrido e prometidas no plano federal, no Estado do Rio Grande do Norte e em minha cidade de Mossoró?

No plano federal, ouvi claramente a promessa de que pelo menos quatro mil cargos seriam exonerados e não tenho notícia que esteja ocorrendo, pelo contrário, tenho notícias de novas nomeações.

No plano estadual e municipal, não me recordo de promessas nesse sentido, contudo é óbvio que uma das saídas para a crise seria enxugar a gordura de cargos comissionados e não vimos, porque será?

Eu digo, porque quando se mexe nessa parte, se mexe em sua estrutura de poder pelo poder e essa para os políticos tradicionais e profissionais é intocável.

Que algum dos citados possa desfazer essa minha fala com comprovação real e aí parte do objetivo do texto estará sendo atingido, o que nos deixará feliz, porque sinceramente não tenho visto, daí a ousadia, quase nunca exercitada por mim, de tocar em situações concretas, porém nunca é demais lembrar que além de juiz, sou cidadão, e não abrirei mão dessa qualidade.

Finalizo esse pequeno texto, rogando ao povo que não há outra saída que não a mudança substancial de nossa política, que não precisa mais desses políticos tradicionais e profissionais e sim de gestores comprometidos com a coletividade, que pelos seus conhecimentos técnicos e sensibilidade do momento, invertam drasticamente os valores atuais, de modo que as entranhas não republicanas sejam expurgadas de nossa vida política.

Precisamos sim da verdadeira política, porque esta é da essência da vida em comunidade, mas no momento, devemos abrir mão desses políticos, que só tem a política no nome e trocarmos o nome pela realidade de um compromisso real, plasmado em um planejamento estratégico de quem sabe fazer as coisas de modo organizado, porque gerir é mais do que uma qualidade nos dias atuais, é uma necessidade indispensável de quem precisa, urgentemente, de resultados concretos.

Mais uma vez, com a palavra, o povo brasileiro e em especial nesse texto os políticos que deveriam ser gestores e não o foram, e que os que ainda podem ser, que o sejam, é a nossa esperança!

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