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Como mencionado no artigo anterior (Quantos votos tem um vice-presidente?) caem por terra alguns dos argumentos perfilados pela defesa da presidente Dilma Roussef na Câmara e no Senado Federal, que ante à absoluta ausência de elementos materiais que permitam fazer uma defesa consistente, terminam por tentar desviar a atenção com frases de efeito e repetições exaustivas de algumas falácias.

Não concordo, nem nunca concordei, com os métodos adotados pelo vice-presidente Michel Temer, que já possui praticamente pronto equipe de pessoas que irão ocupar os ministérios, quando deveria era estar ao lado daquela que se elegeu junto com ele, adotando explicitamente uma tese conspiratória, inadmissível aos ditames democráticos.

Se não há impedimento legal para que o vice assim proceda, uma vez que não há nomeações em curso, mas tão somente conversas de bastidores e composição política, ao menos até onde se sabe do processo, do ponto de vista ético e moral a sua conduta deve ser considerada reprovável, deplorável e até vexatória.

Entretanto, é preciso que fique bem claro que Michel Temer não caiu do céu em nossas vidas!

Ele foi escolhido e muito bem escolhido, pelo partido da presidente para compor a sua chapa, a qual, nos moldes que expliquei anteriormente, é única e indivisível.

Logo, a responsabilidade por haver esse cidadão com expectativa de vir a se tornar presidente é, no primeiro momento, daqueles que hoje o condenam por suas práticas, já que foram esses senhores que colocaram o sujeito para ser candidato a vice-presidente.

Digo e repito à exaustão: Temer, Cunha, Renan e tantos outros, são produto das alianças espúrias que o atual grupo que comanda o governo fez para se perpetuar no poder, e eram chamados de bonzinhos até bem pouco tempo por todos os aliados, inclusive pela própria Presidente.

Como venho dizendo há algum tempo, quem vai tirar Dilma Roussef e o seu partido do governo, acaso venha a se concretizar o processo de impeachment, são seus amiguinhos de outrora, aqueles que foram trazidos à mesa para compartilhar o filé e a sobremesa.

Só que agora os amiguinhos querem o filé somente para eles e a sobremesa vão guardar para comer depois, quando os anfitriões tiverem sido expulsos!! 

*** Márcio Oliveira é especialista em direito eleitoral, professor de direito eleitoral em cursos de graduação e pós graduação lato sensu. Um dos editores do site/portal www.novoeleitoral.com.

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