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Um episódio chamou a atenção na imprensa do município de Mossoró-RN nos últimos dias, que foi o afastamento de um profissional de rádio, supostamente por pressão de um político influente do município, fato que gerou inclusive manifestação de dirigentes sindicais e nota oficial de esclarecimento.

Independentemente da verdade ou falsidade do fato em si, coisa que este escritor não se deteve a apurar e somente a utiliza como pano de fundo para essas breves considerações, tenho que essa é uma prática corriqueira em nosso país, quando órgãos da imprensa, escrita, televisiva, radiofônica, e até mesmo na internet, sofrem com pressões de autoridades públicas.

Não é de hoje que boa parte da fatia de publicidade dos órgãos de imprensa vem dos cofres públicos, que tem gastado cada vez mais com divulgação de atos de governo e ações da administração. Se os gestores públicos gastam com publicidade em determinados órgãos de imprensa, é de se esperar que estes não pubiquem matérias, artigos, notícias ou mesmo comentários que desmereçam os agentes que lhes pagam.

Essa prática tem gerado uma legião de profissionais de imprensa "zumbis", que servem somente para adular os gestores que lhes bancam as atividades e para criticar adversários ou publicar matérias que lhes desagradam.

Não tenho a menor ilusão de que a imprensa é "neutra".

Ao contrário, a história da política brasileira demonstra sempre que as empresas de comunicação quase sempre pendem para um lado ou para outro. O que choca, entretanto, é quando profissionais que sabidamente recebem recursos de órgãos da administração pública teimam em se dizer imparciais, quando, em verdade, utilizam as palavras inteligentemente para promoverem seus patrocinadores, perdendo, por completo, a credibilidade.

Obviamente que tais profissionais sempre terão um público fiel, qual seja, aquele batalhão de pessoas que apoiam seus patrocinadores, pessoas que deliram a cada nova matéria, artigo ou comentário favorável ao seu comandante em chefe.

É inadmissível que gestores públicos venham a utilizarem-se de recursos da coletividade para promoção pessoal e para beneficiamento de grupos e de profissionais mercenários, que negociam, ora esmolas, ora fartas comissões, em troca de bajulações de toda espécie.

Fico imaginando o que se pode esperar de um gestor que se utiliza de tais artifícios para pressionar profissionais e empresas de qualquer área do mercado!

Os rios de dinheiro público que são aplicados em propaganda institucional deveriam ser utilizados exclusivamente com a finalidade de prestar contas à população das atividades dos gestores, da administração e em campanhas de utilidade pública, o que não se vê em anos como este, em que os gestores sem credibilidade precisam utilizar-se de toda sorte de milacrias para tentar refazer imagens desgastadas pela incompetência administrativa.

* Márcio Oliveira é especialista em direito eleitoral, professor de direito eleitoral em cursos de graduação e pós graduação lato sensu. Um dos editores do site/portal www.novoeleitoral.com.

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