Offcanvas Section

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Desde cedo me ensinaram
Que a cor branca é sinal de pureza
Do que há de mais justo e singelo
Referência de um dia belo
E que as almas de doçura e beleza
Criaturas de Deus, límpidas, brancas, sem mácula, assim se achavam

Também aprendi quando criança
Que um dia o Deus Criador
Vendo as suas criaturas em perdição
Para aos pecadores trazer dos pecados a redenção
À terra seu seu Filho mandou
E brancos eram a Santa Mãe, o Santo Filho, como branco é o Deus que nos fez à sua imagem e semelhança

Fui crescendo e uma dúvida se me fez
Se na terra há tantas vidas diferentes, flora, animais e pessoas, seres irracionais e seres humanos
E aqui vivem todas elas
As incolores, e as coloridas, verdes, azuis, brancas, negras, pardas e amarelas
Cada qual com sua vida, ocasos e sonhos, esperanças e desenganos
Porque o Deus Único, seu Filho Redentor e a Santa Mãe tinham cor exclusiva, a branca tez

Soube também que é de bem aventurança e luz
Esse Deus Único Criador do universo, dos seres da terra, da humanidade
Que a tudo vê e ouve, tudo sabe, em todo pensamento e lugar se faz presente
E sou tomado de uma indagação sem resposta que me contente
Porque esse Deus assim tão benévolo permitiu que uma massa de negros morressem vítimas da escravidão e sua crueldade
E ainda hoje permite tanta miséria onde os pobres brancos, negros, pardos ou amarelos, sejam com os pregos da fome e do abandono pregados na cruz

Porque sendo um Deus Justo como se diz e pensa
E os homens sua criação, seus filhos na terra
Postos aqui para evoluírem espiritualmente e um dia, sem pecados, irem aos céus
E se os deixa agindo dessa forma, ao léu
Com tantos desencontros, tanta desumanidade e guerra
Matando-se uns aos outros, aos demais seres, como se vivessem numa evolução de demência

João Batista Bonfim Dantas - Juiz de Direito no Estado da Bahia e Poeta