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*Por Carlos Santiago

No Amazonas, acontecerá uma nova eleição direta para escolha do governador do Estado. Embora seja um pleito novo, uma eleição suplementar, o processo já está sendo conduzido por velhos hábitos.

Pesquisas eleitorais são divulgadas com divergências absurdas, com números agradáveis e ao sabor dos grupos políticos interessados nos resultados para “vender” ao público ou promover acordos nem sempre republicanos. Além disso, muitas candidaturas também são lançadas para reforçar imagens, negociar cargos e sem nenhum preparo intelectual para enfrentar os problemas do Estado.

Os governantes atuais estão criando factoides. Prometendo melhorias nos serviços públicos, promoções salariais ao funcionalismo e até redução da tarifa de ônibus. Fora isso, as buscas de alianças e coligações partidárias que são articuladas, em formação, sem nenhum compromisso com ideologia partidária. É o poder pelo poder e, os negócios também, sãos as únicas referências. 

As empresas de comunicação já escolheram um dos lados. Não importa a proposta de governo, nem os crimes de corrupção ou má gestão pública, a lógica das verbas governamentais para o setor tem forte apelo. Nem mesmo os blogs e portais de notícias online, na sua maioria, escapam dos velhos hábitos.

Já preparam até a tradicional “receita de bolo” do marketing político: apresentação do candidato (a) como sendo um pai ou mãe de família exemplar, envolvido (a) em causas sociais e, preparado (a) para governar; na sequência, lançamento de propostas para resolver tudo. Agora teremos governador comprometido com o homem da capital e do interior; depois vem a comparação entre postulantes ao cargo. Então, na televisão ou nos debates, o “chavão” sempre usado: o povo decide.

É difícil mudar esses hábitos dos políticos e dos interesses comercias. Mas o povo pode ser um diferencial nessa eleição, basta tão somente que ele vote sério, com consciência e pensando no interesse coletivo. Assim, a política pode enterrar velhas práticas e efetivar a máxima do filósofo Heráclito: “tudo está em movimento e nada dura eternamente”.   

*Sociólogo, Cientista Político, Advogado e com habitação em marketing e propaganda.