Offcanvas Section

You can publish whatever you want in the Offcanvas Section. It can be any module or particle.

By default, the available module positions are offcanvas-a and offcanvas-b but you can add as many module positions as you want from the Layout Manager.

You can also add the hidden-phone module class suffix to your modules so they do not appear in the Offcanvas Section when the site is loaded on a mobile device.

Nessa última sexta feira (04) o Brasil viveu mais um momento curioso, podemos dizer histórico, na medida em que um Ex Presidente da República, principal figura politica do país teve de se sujeitar a uma Ordem de Busca e Apreensão em sua residência e em outros locais, atingindo inclusive outras pessoas ligadas a ele.

Acompanhei durante todo o dia, em diversos meios de comunicação, os desdobramentos e as discussões político-jurídicas que se seguiram, tanto em âmbitos mais especializado quanto nas redes sociais onde pude perceber o clima tenso criado pelos desdobramentos da última fase da Operação Lava Jato.

Várias coisas me chamaram a atenção, mas, especialmente o fato de em nenhum momento, nem o Ex Presidente nem qualquer de seus apoiadores próximos ter tentado combater os fatos e indícios – para não dizer nesse momento, provas – que foram apresentados pelo Ministério Publico Federal – MPF, pela Força Tarefa da Polícia Federal – PF e aceitos pela Justiça federal – JF, e que tornaram-no Réu em processo na referida operação investigatória, preferindo o dirigente máximo do Partido dos Trabalhadores – PT uma autoexaltação bem ao estilo de ditadores populistas cujas ideologias, a muito lançadas na obscuridade, tentam voltar com nova roupagem, alias, assolam a América Latina desde a segunda metade da década de 1990, como já previa o Professor Barry Rubin em seu Clássico Livro Modern Dictators: Third World Coup Makers, Strongmen, and Populist Tyrants1, no distante ano de 1985.

Ainda sobre esse ponto, me impressionou sobremaneira o fato de que os gravíssimos indícios contra o Ex Presidente Lula foram ignorados pelos seus defensores que, ainda quando questionados, se esquivaram ou mesmo os ignoraram, preferindo dizer que tudo seria, na verdade, perseguição politica, e o pior, perseguição por parte das instituições já mencionadas (PF, MPF e JF), o que é um disparate.

Outro ponto deveras preocupante, é quanto as declarações de lideranças petistas inflamando a sua militância contra o Poder Judiciário, o MPF e a Polícia Federal. Exemplo disso tive ainda na noite da Sexta quando assistia ao Jornal da Cultura, no qual um dos fundadores do Partido dos Trabalhadores - do qual não me recordo o nome -, dizia com todas as letras que agora iriam para o confronto nas ruas, além de ameaças pessoais a outro comentarista do referido programa jornalístico.

Declarações como essa, ainda que retóricas, são extremamente preocupantes pois ameaçam a ordem Constitucional Democrática, visto que tal insurreição se dá contra atos judiciais devidamente fundamentados, jogando parte do povo contra Poderes em exercício legítimo de suas atribuições Constitucionais.

Ademais, fomentam ainda mais o clima de beligerância criado por uma propaganda no molde nazifascista, a qual tenta lançar sobre Instituições Constitucionalmente legitimadas – e obrigadas, diga-se – a investigar, processar e julgar todo e qualquer cidadão, a pecha de golpista.

Isso é inaceitável em um Estado Constitucional Democrático de Direito e deve ser combatido pelas Autoridades e por todos os cidadãos, pois, na verdade, o verdadeiro golpismo se evidencia em tais praticas.

Desde já me posiciono contrário a qualquer tipo de ataque ao Poder Judiciário, ao Ministério Publico Federal e à Polícia Federal quando no exercício de suas atribuições, ressaltando que possíveis erros e excessos cometidos ou que venham a ser representados junto aos órgãos competentes, e não, como tem acontecido, sejam usados como desculpa para tirar o foco dos fatos graves que pesam contra o Ex Presidente Lula e outros réus e indiciados na Lava Jato, registrando que, também não podem ser condenados previamente por seus opositores, pois, assim como a Lei Maior Garante que “todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”, axioma reforçado pelos acontecimentos do dia quatro, assim também temos que “ninguém será considerado culpado até transito em julgado de sentença penal condenatória”.

1Como o brilhante linho existe disponível na grade rede, deixo o link para quem desejar baixar essa obra-prima da ciencia politica contemporânea pouco conhecida em nosso pais. Disponível em: < http://www.rubincenter.org/wp-content/uploads/2012/12/Modern-Dictators.pdf > Acesso em: 05 de Mar. De 2016.