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É o que chamamos de um modo geral, de estrutura de poder pelo poder!

É indiscutível que os políticos brasileiros, em sua grande maioria, com raras exceções, que na realidade justificam a regra geral, agem para defender seus interesses pessoais de manutenção do poder pelo poder e muitas vezes escusos e não republicanos.

E nessa ótica, temos vários exemplos no difícil momento que passamos, sem querer de modo algum atingir pessoalmente suas Excelências, que terei de citar aqui para comprovar nossa fala, mas nunca para atingi-los e muito menos para prejulga-los, contudo se faz necessário para condenar um sistema que tem de ser fulminado de nossa política.

Este sistema é o que chamamos de estrutura do poder pelo poder, a qual começa desde o político mais próximo do povo, o vereador, que muitas vezes já entra nessa politicagem com tal interesse ou mesmo quando entra bem intencionado, o sistema é tão perverso que o puxa para seu lado e ele acaba se embriagando com o poder. A importância do Vereador para retomada da política brasileira

No primeiro caso, que é justamente o que envolve a nossa Presidente e o polêmico processo de impeachment que, por enquanto, teve admitido o seu início, estando agora no Senado para constituição de comissão especial, Bem ou mal o STF decidiu, trazendo segurança jurídica ao processo do impeachment temos a patente possibilidade de sua Excelência, no seu patente e constitucional direito de defesa, em abstrato e em concreto a ser exercido em cada fase do processo, utilizar, agora, na sua condição de chefe de governo, em evento internacional em Nova York, o seu direito de fala para criticar as decisões das instituições democráticas de nosso país.

Teria sua Excelência o direito de fazer sua defesa para não sair do poder em evento que trata de outro tema ou até mesmo defender a democracia brasileira, em sua visão, em Nova York? Eis a intrigada questão.

Sem adentrar ao mérito de sua defesa, até mesmo porque fugiríamos do objeto desse pequeno texto, parece-nos que mesmo que tenha total razão quanto aos seus argumentos, estaria expondo internacionalmente as nossas instituições e potencializando ainda mais a patente crise política e econômica, dentro de um assunto interno, que restou decidido pela sua constitucionalidade pelo Supremo Tribunal Federal.Será que o impeachment não está travestido de recall? E se confirmou a previsão? 

E tanto é verdade que muitos ministros do STF foram a público logo após tal possibilidade para dizerem que até agora o processo corre em sua total normalidade e dentro do que prescreve a nossa Constituição e a exposição do país com tal atitude, no nosso sentir, poderia ser preservada e acirra ainda mais o difícil momento, talvez até mesmo a prejudicando diante da responsabilidade política que será apurada no Senado Federal e questionada ainda no STF, pelo menos no aspecto formal e no mérito, segundo alguns poucos juristas. O STF, no aspecto formal, sacramentou que o impeachment não é golpe

Portanto, com todo respeito que temos a sua Excelência, parece que a posição de verdadeiros estadistas é para poucos, pois o que esperava de nossa Presidente pessoalmente é que pensasse um pouco mais em nosso país e na realidade, ainda espero, porque tal fato nesse momento que escrevo e publico, ainda não se concretizou, logo pode sua Excelência ainda recuar e evitar para o país mais esse patente constrangimento.

E mais se em sua visão a democracia estiver realmente sendo aniquilada e o golpe no aspecto substancial de sua linha de defesa se caracterizar, poderá oportunamente se manifestar em outro momento, mesmo que fora do poder e como ex-presidente será ouvida e a própria comunidade internacional também poderá apurar, mas em outras circunstâncias, que não a do evento em Nova York, em que o processo não terminou e seremos, mais uma vez, constrangidos internacionalmente, não bastando o que já estamos passando aqui no país.

E o segundo caso, de sua Excelência, o também presidente Eduardo Cunha, é ainda mais patente o uso do cargo e da própria instituição que preside para sua defesa pessoal em todas as fases, já havendo publicização nesse sentido pelo Presidente e Relator da Comissão de Ética da casa do povo, na forma que condenamos que ocorreria há muito tempo, pois a sua preocupação é sempre pessoal e nunca institucional.Texto e vídeo: a sociedade exige o afastamento de Eduardo Cunha

O terceiro caso, também de um Presidente, ainda de forma menos midiatizada, temos o Presidente do Senado, que age normalmente no cargo, como se não fosse acusado de fatos tão graves, no olho do furação como se diz, na operação lava jato, e que de igual modo do segundo, comandará a outra fase do processo de impeachment, sem nenhuma preocupação com a credibilidade em si da instituição que preside.

Então, para não nos alongarmos em nossa fala, que como visto transcende o acerto ou erro quanto ao mérito do processo de impeachment e nem muito menos condenando antecipadamente os presidentes da Câmara e do Senado, chamamos a atenção para o uso dessas estratégia de poder pelo poder com feitio pessoal em total descompasso com o fortalecimento das instituições e isso nos enfraquece como democracia.

Portanto, nós cidadãos, verdadeiros titulares de todo o poder, temos o dever e não somente o direito de fiscalizar, cobrando de nossos políticos do futuro, uma postura totalmente diferente desses exemplos, uma postura republicana, em que o interesse da coletividade e das instituições sempre esteja acima dos interesses pessoais.

E será que estamos preparados para esse passo tão profundo em nossa jovem democracia?

Sinceramente, não tenho essa resposta e talvez o mais prudente seja a nossa conscientização sobre tudo que está acontecendo hoje e possamos evitar, pelo menos algumas delas, no futuro e tudo tem relação direta com o nosso maior poder, o voto consciente, que já poderá começar a se desenhar agora nas eleições 2016, refletindo, com muita cautela sobre como estamos votando e mudando essa triste realidade, que chamo de politicagem brasileira.Triste realidade da politicagem brasileira: uma verdade que precisa ser enfrentada com rigor e firmezaTriste realidade da politicagem brasileira II: uma verdade que precisa ser enfrentada com rigor e firmeza