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Nascido no seio do movimento sindical do final da década de 80, o Partido dos Trabalhadores (PT), por seus dirigentes e militantes, participou ativamente dos principais movimentos populares dos últimos anos, incluindo-se o movimento pela redemocratização do País, denominado "Diretas Já" nos anos 1983/84, a Assembleia Constituinte que culminou com a nova Constituição Federal de 1988 e o movimento dos caras pintadas que motivou o impeachment do então presidente Fernando Collor de Melo.

De toda a atuação do PT nos primeiros anos de sua existência, talvez a sua maior contribuição em termos de evolução democrática tenha sido a perspectiva que se criou de que a classe política, por si, poderia gerar grupos distintos uns dos outros, com condutas diferenciadas entre si, fazendo com que o povo, num movimento apontando para a então "esquerda", elegesse Luis Inácio Lula da Silva para Presidente da República no ano de 2002.

Ao longo destes doze anos que o PT exerce a presidência da república, entretanto, com dezenas de seus principais quadros envoltos em denúncias de corrupção, alguns deles condenados pelo Supremo Tribunal Federal, o que se percebe é que a permanência no poder e a luta pela sua perpetuação, tornou o PT apenas mais um partido igual aos demais, não havendo qualquer diferença perceptível entre os grandes partidos políticos brasileiros em termos de ideologia e de conduta, remanescendo, tão somente algumas práticas e programas, aos quais os militantes e simpatizantes apegam-se como se fosse o santo graal da evolução política, econômica e social brasileira.

E não cabe aqui a crítica de muitos "militontos" contrários ao PT de que temos um governo socialista no Brasil, uma propensão à ditadura comunista ou um movimento apontando para uma esquerda radical.

Nada disso! Longe disso! Chega a ser uma ofensa aos socialistas e comunistas associar as práticas petistas a essas filosofias políticos/sociais/econômicas. Qualquer pessoa que tenha um mínimo conhecimento sobre esse assunto certamente abomina tais afirmações!

Reconheço que os governos do PT permitiram avanços nas áreas sociais e na educação, especialmente junto às classes mais carentes, que foram beneficiadas ao longo dos anos com a redução da desigualdade social, aspecto de importância fundamental em um País desacreditado como é o Brasil. Não deixo também de observar que tais avanços somente foram possíveis em face da estabilidade econômica legada dos governos do PSDB hoje na oposição, com a implantação do Plano Real, em meados do ano de 1994.

O que vejo, entretanto, hoje, é um completo descrédito da população na classe política, sentimento este que o período do PT no poder não foi capaz de amenizar. Ao contrário, os inúmeros escândalos e a forma de atuação dos agentes políticos e partidários ante os poderes constitucionais e as instituições democráticas, somente faz crescer a desesperança popular, a descrença na política e nos políticos, o descrédito na democracia, motivando, muitas vezes, um anseio pelo retorno do período de ditadura militar, como se isso fosse a solução a todos os problemas da sociedade.

Há esperança então? Há saída, respeitando-se o estado democrático de direito? Como implantar a crença nos partidos políticos e em seus quadros?

A resposta a todas as dúvidas encontra-se na própria democracia.

Como já se falou, "todos os males da democracia se podem curar com mais democracia" (Alfred Emanuel Smith).

O que falta ao povo, enquanto titular do poder, é querer resgatar tal poder para si. Na sociedade brasileira, costumeiramente, o poder é descartado pelos eleitores, como se fosse um peso, cruel, desumano, difícil de ser carregado, de que se desfaz, muitas vezes, por míseras moedas ou por alguns simples trocados.

É preciso ultrapassar a barreira da democracia meramente representativa, enveredando-se para a participação direta nas decisões políticas, seja por meio da fiscalização efetiva dos atos do poder público, seja pela cobrança diuturna de melhorias na qualidade da administração dos recursos da coletividade, seja pela demonstração incisiva da insatisfação, por meio de protestos, atos, palavras.

O tempo não é de espera. É tempo de ação, de luta, de participação. O povo precisa ir às ruas, às galerias, aos palácios governamentais!!

E viva a democracia!!

* Márcio Oliveira é especialista em direito eleitoral, professor de direito eleitoral em cursos de graduação e pós graduação lato sensu. Um dos editores do site/portal www.novoeleitoral.com.

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