Offcanvas Section

You can publish whatever you want in the Offcanvas Section. It can be any module or particle.

By default, the available module positions are offcanvas-a and offcanvas-b but you can add as many module positions as you want from the Layout Manager.

You can also add the hidden-phone module class suffix to your modules so they do not appear in the Offcanvas Section when the site is loaded on a mobile device.

Por Herval Sampaio e Joyce Morais

Na última quarta-feira (21), o Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou julgamento sobre a possibilidade de revisão dos termos do acordo de delação premiada dos irmãos Joesley e Wesley Batista, donos do frigorífico JBS, com a Procuradoria Geral da República (PGR), bem como a própria manutenção da Relatoria com o Ministro Fachin.

A tentativa de reexame da colaboração homologada pelo relator da Lava Jato, o ministro Edson Fachin, foi apresentada pela defesa de Reinaldo Azambuja, governador de Mato Grosso do Sul, que é um dos citados na delação questionada. Além de contestar a legalidade do procedimento e os benefícios concedidos aos empresários, a defesa também rebateu a validação monocrática do acordo, ou seja, sua homologação sem apreciação dos demais ministros.

Com todo respeito a tal argumento, mas desconhecem que o princípio da colegialidade encontra exceções justamente para possibilitar o regular andamento do feito sem prejuízos à duração razoável do processo, respeitando o mais importante, que é justamente o julgamento final com a satisfação jurídica da questão.

No caso em exame, discute-se se o Relator, ao decidir sozinho, usurpou da função que caberia ao colegiado?

No primeiro dia de julgamento, o relator e o ministro Alexandre de Moraes votaram no sentido de manter a relatoria e os exatos termos das delações. Fachin argumentou em seu voto que ao juiz cabe apenas, no momento da homologação, verificar a legalidade do acordo e se delatores negociaram de livre vontade, sem interferir nas cláusulas ou benefícios apresentados pelo Ministério Público, podendo, por óbvio, aferir se realmente o que foi dito restou comprovado, ou seja, a sua eficácia como fez questão de ressaltar o Ministro Luiz Fux.

Após ser retomado na quinta-feira (22), os ministros Luís Roberto Barroso, Rosa Weber, Luiz Fux e Dias Toffoli seguiram a mesma posição. Ricardo Lewandowski apesar de também ter concordado com a mantença do relator, declarou que sua posição é a de que os benefícios da delação podem ser revisados pelo STF em caso de inconstitucionalidades flagrantes.

A sessão foi interrompida após os votos e marcada para ser concluída na próxima quarta-feira (28), oportunidade em que votarão os outros quatro magistrados: Celso de Mello, Marco Aurélio Mello, Gilmar Mendes e a presidente Cármen Lúcia.

O ministro FUX, então, afirmou durante o julgamento que “uma vez homologada a delação, somente a eficácia da colaboração deverá ser analisada no momento do julgamento”. E que as delações premiadas são necessárias uma vez que “a criminalidade foi se sofisticando e surgiu uma criminalidade muito mais avançada que a previsão legal poderia imaginar”.

Assim, mesmo inconcluso, o placar de 7 votos a 0 formou maioria a favor da homologação da delação premiada da JBS, mantendo-se a validade do acordo e a relatoria de Edson Fachin. Até então, a maior divergência entre os ministros tem sido sobre a possibilidade de o juiz reexaminar os pontos da delação realizada pelo Ministério Público Federal.

A decisão ainda abre espaço para que a PGR continue diligenciando quanto às denúncias dos acusados, prejudicando assim os interesses da defesa do Presidente Michel Temer. Seu advogado, o criminalista Antonio Cláudio Mariz de Oliveira, declarou que irá questionar essa decisão, uma vez que está se criando um novo processo penal brasileiro "fora da lei".

O procurador-geral Rodrigo Janot analisa então se irá apresentar três denúncias contra o Presidente contra os crimes de corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. Ainda na quinta, Fachin enviou ao procurador a cópia do inquérito de Michel Temer, e ele tem o prazo de cinco dias para apresentar a denúncia ou arquivar o inquérito.

Na próxima semana, o debate sobre o papel do juiz nesses casos de acordos de colaboração será retomado e seja qual for a decisão da Corte - já que os ministros podem ainda mudar seus votos -, ela servirá de parâmetro para outros acordos semelhantes. Dessa forma, caso seja entendido pela anulação das condições apresentadas pela PGR aos delatores, isso poderá abrir uma brecha para que outros possam também ser revistos, o que seria prejudicial à investigação e ao combate à corrupção no país, já que as delações premiadas têm sido as principais formas de obtenção de prova. Tanto que o ministro Barroso, durante o julgamento, comentou que:

"Na criminalidade do colarinho branco, em que há lavagem de dinheiro, e ocultação da sua origem, multiplicação de contas no estrangeiro, muitas vezes sem a colaboração premiada, não é possível a persecução penal" [...] Ele [instrumento da delação] se impõe como uma necessidade da investigação penal na quadra atual da história da humanidade”.

Assim, se objetivavam, mais uma vez, prejudicar o caminho da Lava Jato, parece que, desta vez, não vão conseguir, porque essa operação se constitui como um patrimônio institucional do país que não aguenta mais tanta corrupção e impunidade, logo os bandidos terão que se acostumar com a mudança e a saída só vai ser uma: no mínimo, diminuir a roubalheira, já que alguns não sabem viver sem desvio de dinheiro público e aí é questão de tempo para esse povo todinho ir para a cadeia, verdadeiro lugar desses assassinos!

Escreva seu comentário (2 Comentários)

Essa semana, mais uma vez, o Ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) e Presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), se envolveu em uma polêmica por conta de suas declarações, que como sempre são genéricas e acabam provocando a revolta de seus colegas e representantes do Ministério Público, além de claramente confrontarem com o que prescreve o Código de Ética da Magistratura, que, por óbvio, deve ser aplicado também aos Ministros da mais alta Corte do país. http://congressoemfoco.uol.com.br/noticias/magistrados-repudiam-declaracoes-de-gilmar-contra-juizes-e-promotores-da-lava-jato/ http://amapa.net/index.php/2017/06/20/magistrados-do-amapa-ratificam-nota-contra-gilmar-mendes/  http://www.folhape.com.br/politica/politica/politica/2017/06/19/NWS,31727,7,547,POLITICA,2193-ASSOCIACAO-MPPE-REPUDIA-DECLARACOES-GILMAR-MENDES-RECIFE.aspx  http://amaerj.org.br/noticias/nota-publica-da-frentas-sobre-as-declaracoes-de-gilmar-mendes/

Ou alguém defende que sua Excelência não se enquadra na categoria de Juiz com as patentes limitações de comentários a decisões judiciais ainda em curso e fora do viés acadêmico?

Desta vez, na segunda-feira, em palestra para o Grupo de Líderes Empresariais (LIDE), em Pernambuco, o Ministro criticou a Operação Lava Jato, a que chamou de abusiva em suas investigações, e de ter se expandido além dos limites. No mesmo dia, em edição do Jornal do Commercio, ele declarou que o Brasil “produziu uma geringonça” e uma série de anomalias com “um Judiciário hipertrofiado, um Ministério Público hipertrofiado”, e que haveriam de pôr limites às investigações cujos propósitos são "colocar medo nas pessoas, desacreditá-las, pois "não se combate o crime cometendo crimes", completou.

As críticas à atuação do Ministério Público e do Judiciário, não foram as primeiras e apesar de não terem surpreendido muita gente – haja vista o histórico de declarações do Ministro – causou indignação principalmente em juristas e membros do MP, sobretudo por partir de um Magistrado que está julgando alguns dos acusados na Operação e muitas vezes acaba tomando partido como se fosse advogado da defesa, o que com certeza não é recomendável.

Gilmar Mendes recriminou ainda as delações premiadas durante julgamento sobre a homologação do acordo de colaboração realizado com empresários da J&F, empresa que administra o frigorífico JBS, pela Procuradoria-Geral da República (PGR): “Veja, a Procuradoria pode muito, mas pode tudo? É isso que a lei autoriza?”, questionou. Nesta, pelo menos o fez no exercício de sua atividade dentro do plenário, contudo comprovando que já firmou convicção antes mesmo de votar, o que também não é plausível.

O Presidente do TSE comentou também que juízes e procuradores não deveriam se envolver com política.

"Deus nos livre de um governo de juiz ou promotores. Os autoritarismos que vemos aí já mostram que não teríamos um governo, mas sim uma ditadura de juízes ou promotores. Nós não iríamos gerir melhor o dinheiro público. Basta ver decisão que obriga a pagar auxílio-moradia mesmo a juízes que tenham casa onde atuam. Isso custa 800 milhões por ano. Decisão que copia prática já feita no MP. Ninguém cumpre teto, só o Supremo. Vamos confiar a essas pessoas a gestão da coisa pública?”

Mesmo concordando em abstrato com a afirmação de que os juízes realmente não devem governar, isso porque indiscutivelmente não faz parte de suas atribuições constitucionais, patente que o faz de forma jocosa, logo deve ser repudiada.

Portanto, com todo respeito às opiniões e declarações de sua Excelência, não posso deixar, mais uma vez, de discordar de tais afirmações, como inclusive já fiz em outras três oportunidades e continuarei assim agindo, pois sua Excelência com tais atitudes acaba provocando imediata reação de seus colegas não só por notas, como destacado acima, bem como pessoalmente na forma que desde o começo reputei adequada, mesmo que arriscada, pois particularmente não consigo ficar calado. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/145-resposta-ao-ministro-gilmar-mendes http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/838-indagacao-ministro-gilmar-sera-que-se-fossemos-nos-juizes-primeiro-grau http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/867-nao-vi-nada-de-falacioso-pelo-contrario-fundamentado-e-delimitado-nos-elementos-postos-nas-iniciais

E o faço dentro de um contexto em que o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Poder Judiciário estão comandando a maior operação contra a corrupção que esse país já viu. Não estamos aqui para comentar eventuais especificidades da Lava Jato e nem mesmo afirmar que não haja qualquer tipo de excesso, mas precisamos validar os esforços de todos aqueles que estão comprometidos com a transparência, honestidade e lisura na gestão da coisa pública.

Precisamos urgentemente libertar nosso país dessa Mafiocracia disfarçada de Democracia. Necessitamos retirar o país desse governo de corporações financeiras e ladrões do dinheiro público, que se acham donos do poder econômico e político, e devolvê-la ao único detentor do verdadeiro poder: o povo.

Até mesmo porque a maioria desses bandidos, nunca acreditaram que a lei seria aplicada aos mesmos e não é que está sendo, o que está empolgando nossa sociedade em relação ao futuro do país!

A cada fase da Operação Lava Jato surgem novos fatos e acusados e não podemos deixar que continue se perpetuando essa Mafiocracia através dos crimes de corrupção e da impunidade. Por isso todo apoio da população e dos órgãos e entidades brasileiros à Operação é importante, para mostrar que o povo não aguenta mais ver tantos crimes contra a República, tantos males consequências da corrupção, tanta gente morrendo nos hospitais porque o dinheiro foi desviado, tanta criança sem escola porque sequer tem professor, tanto inocente assassinado por falta de segurança nas ruas, tanto agricultor que vê o gado morrer de sede e fome e vai morrendo aos poucos no sertão abandonado por falta de investimento e tudo isso tem a ver como sabemos com a famigerada corrupção.

Por tudo isso, Ministro Gilmar Mendes, não posso concordar, mais uma vez, com a fala de Vossa Excelência. E declaro toda minha admiração, apoio e ajuda aos que trabalham não só na Operação Lava Jato, mas a todos que buscam um pais melhor tentando eliminar a corrupção nesse país e mesmo não podendo, por óbvio, afirmar que Vossa Excelência não quer o mesmo que eu quanto à eliminação da corrupção, nos preocupa as suas declarações, muitas vezes, em patente defesa de políticos que no mínimo são suspeitas e que devem ser investigados, obedecendo inclusive ao devido processo legal.

Entretanto, parece que o devido processo legal que Vossa Excelência quer de todas as formas indicar que não está sendo observado, havendo abuso de poder abstrato das autoridades que o senhor acusa deve ser diferente do que os seus colegas pensam, inclusive do próprio STF, como deixou clara até agora a posição do julgamento ainda não findo sobre a delação da JBS, logo o recomendável seria que não houvesse mais comentários como o feito e ora repudiado e sim a sua devida manifestação em votos como exercício de sua função como Membro do STF, ou o senhor excepcionalmente, em relação aos demais juízes, teria uma espécie de imunidade absoluta em sua fala?  

Pensamos que não e por isso que escrevemos mais uma vez um texto mencionando sua Excelência na esperança de que, quem sabe, haja mais cautela em suas declarações, já que cada vez que o senhor fala, o Judiciário fica, no mínimo, questionado, pois não é costume dos Juízes se manifestarem, fora dos autos, em relação a processos seus ou em curso de outros colegas, daí que possíveis falas, como cidadão, que o senhor também é devem ter a limitação natural de sua função e digo isso com a experiência de quem não deixa de exercer seu direito de cidadão, também sendo Juiz, mas com uma diferença muito grande, o comedimento em relação aos próprios colegas e principalmente sem mencionar nenhum caso concreto e nem atingir ninguém, pois defendo valores e para assegurar os mesmos, exerço meu direito de manifestação.

E por fim, quando resolvi comentar a decisão do TSE na qual Vossa Excelência teve atuação destacada e para nós contraditória http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/872-decisao-tem-que-ter-fundamentacao-especificada-enfrentando-teses-e-provas , o fiz sabendo que posso inclusive ser processado e punido, já que mesmo usando nossa via acadêmica, não a fiz no regular exercício da cátedra, contudo foram justamente todos os seus posicionamentos anteriores e devidamente refutados a tempo e modo que nos motivou a correr tal risco, logo se eu for condenado, com certeza Vossa Excelência será primeiro e aí sim o Código de ética estará tendo validade para todos como deve ser em um país que se intitula como Constitucional Democrático de Direito.

  

Escreva seu comentário (0 Comentários)

Nada mais significativo do que começar o presente texto com a seguinte expressão: são tudo farinha do mesmo saco! Subjetivamente, não temos a menor dúvida do que ousamos dizer logo no começo, contudo não podemos agir assim por um particularidade muito simples e as vezes não compreendida pelos que querem fazer Justiça com as próprias mãos ou acham que as pessoas podem ser condenadas sem o devido processo legal. O próximo escândalo era questão de tempo e cada vez mais diminuto. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/887-escandalo-em-cima-de-escandalo-um-erro-vai-ser-justificado-pelo-outro-brasil-pais-das-notas

Acresça-se ainda que apesar de serem verossímeis as últimas declarações do criminoso empresário e delator, não se pode ter as mesmas como verdades, até que tenhamos a devida comprovação em um processo que assegure a todos os envolvidos o direito de se contrapor as afirmações.

Agora se os leitores quiserem saber a minha opinião pessoal e aí penso ter direito de expressar, na essência, acredito que a grande maioria delas vão encontrar guarida nos elementos de prova e de plano enuncio dois motivos.

Primeiro, porque se coaduna com tudo que já suspeitávamos e que há muito tempo estamos denunciando. Um sistema criminoso em que os envolvidos sequer tem direito de escolher diferente, já que o acesso ao poder e a sua manutenção os mantém ligado a ele, dentro do que chamamos de estrutura do poder pelo poder, que não encontra limites para que o círculo vicioso e pernicioso continue a rodar e até mesmo quando é pegue, não tem como sair, porque só pensa em permanecer no poder e aí faz tudo de novo na esperança de que consiga se safar.

E quando resolve se entregar, busca justamente nas delações a esperança de diminuir o sofrimento que sabe que vai passar e só descobriu agora, porque nunca imaginou que as instituições que sempre dominou, ia pegá-los. São as coisas do destino e para eles, ainda nessa fase de esperança, não terão qualquer cerimônia para fazer o que for possível para se livrarem. Aqui resumo das peripécias http://g1.globo.com/politica/noticia/epoca-em-entrevista-joesley-chama-temer-de-chefe-de-organizacao-criminosa.ghtml . E eu disse que as defesas, pelo menos, por enquanto, são sempre as mesmas. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/861-julgamento-tse-necessidade-analise-substancial-do-que-ocorre-nas-campanhas-eleitorais-no-pais 

Segundo, o empresário criminoso/delator é inteligente e não daria ponto sem nó como se diz, ou seja, a maioria de suas declarações podem sim ser provadas e pelo que já vimos, os elementos vão começar a aparecer e aí vai ser questão de tempo para que todos esse bandidos se encontrem na cadeia, verdadeiro lugar de quem assalta dinheiro público e mata mais pessoas do que os terroristas. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/832-conversas-nada-republicanas-e-ousadia-de-desafiar-as-instituicoes. Aqui mais uma defesa na mesma linha e nota como venho dizendo. http://www1.folha.uol.com.br/poder/2017/06/1893717-michel-temer-decide-processar-joesley-batista-apos-acusacao-em-entrevista.shtml 

 

Agora, podemos defender tudo isso sem o devido processo legal?

Aqui é aonde reside à diferença de se viver em um Estado Constitucional Democrático de Direito, que como tudo na vida, dentro da perspectiva de quem quer rapidamente resolver as coisas, tem o lado bom e ruim, este o problema atual, pois não podemos simplesmente condenar as pessoas antecipadamente e mesmo tendo a minha impressão, nunca abrirei mão dessa garantia constitucional processual. http://novoeleitoral.com/index.php/artigos/hervalsampaio/789-lista-fachin-democracia-alto-custo-devido-processo-legal  

Essa garantia é o que justamente traz a legitimidade da decisão que aplica consequência a atividade criminosa e mesmo que em alguns casos, pela intensidade do delito, nos cause perplexidade, tem que sempre estar presente.

Por isso, que defendemos que a delação premiada seja imediatamente reconhecida no plano abstrato, evidentemente, como já fez a lei, pelo próprio STF, que não poderá avalizar tudo que seja feito em concreto, mas que, de uma vez por todas, pode dá o devido contorno constitucional ao instituto, que já demonstrou sua eficácia, já que alguns criminosos resolvem recorrer a ela, em face do cerco cada vez mais está se fechando.

Aparentemente foi o que aconteceu com os irmãos Batista e que Marcelo Odebrecht, mesmo demorando, resolveu também aderir e que pensamos que diversos outros empresários e políticos também farão, oportunidade impar para que aí sim possamos mudar o sistema, que como visto é tão eficiente, que funciona independentemente do partido, do líder, do cacique, de quem quer que seja, porque se embrenhou em nossa política de um jeito que a maioria dos atuais políticos já não sabem mais fazer diferente.

 

É triste ter que dizer isso, mas é a mais pura verdade. Não sabemos fazer outro tipo de política, que não à ligada a satisfação dos interesses de quem detém o poder na prática! 

 

E o que tem de novo com o retorno de Joesley de mala cheia?

As investigações na Força-tarefa da Operação Lava Jato não param, assim como também não param de chegar à Polícia Federal novos depoimentos e com eles, novas denúncias e acusados. Joesley Batista, o dono do frigorífico JBS e delator na Operação, retornou ao país para prestar novos esclarecimentos e aproveitou para dar um polêmica entrevista à revista Época, na qual veio recheada, como dito, de acusações a todos os lados da política, em especial para Temer, que foi tido pelo mesmo como o chefe da organização criminosa.

Na matéria, o empresário afirma que os políticos passaram a agir como verdadeiras organizações do crime, com a escolha de um líder, operador e tesoureiro, prontos pra cometerem as mais variadas ilegalidades como desvio de verbas, fraudes em licitações e contratações, existência de caixa 2 nas campanhas e até compra de partidos. Alguma novidade?

No ponto mais controverso da entrevista, Joesley descreve seu relacionamento com o presidente Michel Temer, afirmando que:

Temer é o chefe da Orcrim, organização criminosa da Câmara. Michel Temer, Eduardo Cunha, Geddel Vieira Lima, Henrique Eduardo Alves, Eliseu Padilha e Moreira Franco. É o grupo deles. Quem não está preso está hoje no Planalto. Essa turma é muita perigosa. Não pode brigar com eles".

Vejamos o quão grave é o trecho supracitado e trazido à debate. Dentre os políticos listados, todos já foram citados em algum momento por algum delator na Lava Jato. Uns estão sendo investigados, outros já tiveram prisão decretada e todos eles são pessoas importante do Governo brasileiro, ou seja, não tem para aonde correr, o nosso modo de fazer política está podre.

Joesley disse ainda que “tanto o PT quanto o PSDB usaram o mesmo sistema: “caixa dois, nota fria, compra de coligação”, o que confirma mais uma vez a nossa luta pra que as pessoas entendam que a corrupção pode estar em qualquer partido ou ideologia, e que precisamos todos nos unirmos e tomarmos partido pelo Brasil, pela verdadeira democracia, com esperança por dias mais justos, tranquilos, confiantes naqueles que nos representam e no que eles farão.

Ainda na entrevista, o dono da JBS fez questão de enfatizar uma triste realidade revestida de aparente legalidade: a criação de partidos e o financiamento das campanhas. Através delas, Joesley afirmou que o político poderia “sair pedindo dinheiro”, sem que prestasse contas ao doador:

"É por isso que os partidos se multiplicaram. Ter partido dá oportunidade de fazer negócio escuso. Como o partido maior precisa do partido menor para fazer coligação, vira balcão, vira organização criminosa".

Segundo o empresário havia ainda uma grande mobilização silenciosa em aprovar a anistia ao caixa 2 e a lei de abuso de autoridade. Com as aprovações, os políticos acreditavam que muitos dos problemas estariam resolvidos e atos criminosos do passado seriam legalizados. E o pior, articulavam uma recuperação econômica do país que levasse ao silêncio dos brasileiros, para que com o tempo esquecessem a Lava Jato.

Logo após a entrevista, a Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República se pronunciou afirmando que

o senhor Joesley Batista é o bandido notório de maior sucesso na história brasileira [...]O presidente tomará todas medidas cabíveis contra esse senhor. Na segunda-feira, serão protocoladas ações civil e penal contra ele. Suas mentiras serão comprovadas e será buscada a devida reparação financeira pelos danos que causou, não somente à instituição Presidência da República, mas ao Brasil. O governo não será impedido de apurar e responsabilizar o senhor Joesley Batista por todos os crimes que praticou, antes e após a delação”.

As acusações do delator Joesley Batista, que explicita as falas, conversas, ações e intenções dos nossos políticos são muito graves, e infelizmente nos fazem conhecer e refletir sobre os bastidores da corrupção nos partidos, na politicagem dos candidatos e no mundo criminoso da política.

E mesmo já tendo externado o que pensamos subjetivamente, isso com a experiência de quem infelizmente convive com o sistema apodrecido há tanto tempo, nos resta uma última indagação a fim de que os leitores tirem suas próprias conclusões, a partir do que o nosso próprio Presidente declarou e está hoje adentrando com as ações cabíveis contra o delator/entrevistado.

Se Joesley é um bandido notório e também não duvido que seja e também afirmei isso, porque sua Excelência recebe em sua casa, em horário fora do tradicional e sem registro oficial, um bandido notório?

Será que os brasileiros honestos e felizmente ainda tem muitos, receberiam bandidos notórios em sua casa nessas circunstâncias?

Só nos resta então acompanhar e exigir investigação rigorosa de todas as graves denúncias feitas, que mesmo não sendo novidade, como disse no começo, ainda nos assusta e quem sabe em se punindo todos os lados de nossa política apodrecida, respeitando o devido processo legal, podemos passar a limpo verdadeiramente esse Brasil, virando de cabeça para baixo literamente esse sistema e criando outro livre desses interesses espúrios e não republicanos!

 

Escreva seu comentário (0 Comentários)

Por Herval Sampaio e Joyce Morais

Mais uma notícia caiu como uma bomba na política brasileira nos últimos dias. Isso porque uma reportagem da revista Veja afirmou que o presidente Michel Temer teria se utilizado da Agência Brasileira de Inteligência – a Abin – para investigar a vida do ministro do Supremo Tribunal Federal, Edson Fachin, relator dos processos relacionados à Operação Lava Jato no STF.

Escreva seu comentário (0 Comentários)

Começo esse texto que finaliza, por enquanto, uma série, antes que tenha acesso a todos os votos escritos dos Ministros que ontem apunhalaram a história da Justiça Eleitoral brasileira, a qual não se resume ao TSE, dizendo que o título foi anotado antes da famigerada decisão, pois resisti e continuarei resistindo a aceitar a legitimidade da mesma, por isso a esperança até ao final como registrei no meu Twiiter @hervalsampaio.

Escreva seu comentário (6 Comentários)