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Em meio a tantas notícias catastróficas vindas de todos os lados no Brasil moderno, recebo, no avançar da noite do dia 26 de maio, a notícia de que veio ao mundo mais um herdeiro do incansável e emocionado amigo Herval Sampaio, juiz de direito, e de sua esposa, Cheina Gomes, advogada, sócia e administradora do Instituto Novo Eleitoral.

Bernardo nasce em um país cheio de incertezas, assolado pela criminalidade do dia a dia, amedrontado pela insegurança de trafegar livremente pelas ruas, acuado pela proliferação de facções criminosas dentro e fora dos presídios, atormentado pela violência em cada esquina, incomodado com tantas e tantas injustiças que impõe uma condição de miséria insuportável a um grande contigente de seus habitantes.

O mais preocupante, porém, do contexto em que Bernardo veio à vida, é a grave crise política por que passa o País, aliada à corrupção generalizada que assola a administração pública, mal que se embrenha como um câncer desde os cargos mais relevantes da república até os mais afastados recantos do país.

Muito mais grave que qualquer crime individualmente considerado, a corrupção é um delito que tem repercussão infinita, pois afeta os serviços públicos essenciais, tais como educação, saúde e segurança, condenando, não somente um cidadão isolado, mas toda uma coletividade ao abandono do poder público, enquanto que determinados figurões vangloriam-se e demonstram o escárnio que possuem pela sociedade e pelas instituições ao apropiarem-se dos recursos da sociedade.

Desde que Bernardo nasceu, há pouco mais de cinco dias, milhões e milhões de reais foram extirpados da administração pública, nos três níveis de governo, enquanto a população mais pobre sofre para ter um atendimento mínimo nos postos de saúde, enquanto a segurança pública definha a olhos vistos, enquanto os estabelecimentos de ensino, quando existem, são deteriorados pela falta de recursos.

Decerto que Bernardo, e assim torcemos, pelas condições financeiras de seus pais, obtidas por meio da luta incessante pela garantia do pão de cada dia, não terá grandes dificuldades em frequentar boas escolas pagas, possuir atendimento médico de qualidade superior, seja por ter plano de saúde seja por acesso a médicos particulares, e, talvez, não venha a se preocupar com segurança como assim o fazem os garotos das favelas e áreas de risco. 

Nada obstante, tais circunstâncias não o impedem, como não impediram seus pais e tantas outras pessoas, de batalhar incessantemente contra todas as mazelas causadas pela má gestão dos dinheiros públicos, pela apropriação mais do que indevida de recursos da coletividade, pela corrupção generalizada que tem nos imposto uma sensação cruel e amarga de desesperança nos rumos de nosso País.

Lutar por dias melhores, por uma sociedade melhor, pelo fim da corrupção e do político corrupto, pelo fim do escoamento de dinheiro público pelo ralo sem fim da corruptela, lutar para que nossas eleições sejam limpas e igualitárias para todos, lutar por um mundo melhor, não é somente lutar por Bernardo. É lutar também por Manoel, Arthur, Cecília, Marina, Ana, Rosa, Cláudia, Tereza, Raimundo, Francisco, Maria, João, José, Antônia e por todos os cidadãos brasileiros.

Combater os males que fragilizam nossa combalida democracia e a administração pública, não é hoje uma opção, mas obrigação, de todos aqueles que compreendem a gravidade do momento que passa o País, combate que deve ser travado em todas as frentes possíveis e imagináveis.

Vencer essa guerra certamente não será fácil e, talvez, nem esteja ao alcance dessa geração.

Quem sabe não serão os meninos, como Bernardo, que encenarão as glórias de ver um estado com um mínimo de corrupção, onde o dinheiro público seja aplicado onde e para quem realmente necessita dele, não para satisfazer a ganância sem fim daqueles que hoje lambuzam-se no melado do poder.

Serão muitas as batalhas, muitas as derrotas e muitas as vitórias. Mas, o que realmente importa hoje, é o empenho, a luta, o combate abnegado que cada um tem que travar, contra todo esse estado de coisas que se apresenta, para que nos anos vindouros possamos apresentar a Bernardo um país justo, com a aplicação dos recursos públicos de forma honesta, transparente e sem desvios.

Seja bem vindo, Bernardo, nós te saudamos e desejamos muita saúde e paz a você, a Cecília, a Cheina e a Herval!

Seja bem vindo, a este cenário não tão atrante como o ventre de sua mãe!

Tenho a certeza de que você terá todo o carinho e amor possíveis dados pelos pais, irmã e demais familiares e amigos, e que possamos olhar em seus olhos no futuro e podermos nos orgulhar do esforço depreendido, e que você possa viver em um país melhor do que o que temos hoje.